
Deixa que te estreite nos meus braços
E ao fechar os olhos invente
Uma eternidade só minha!
Que esse segundo seja interminável
E as folhas das árvores dancem
A melodia dos tempos...
Que a canção das águas
Pelas pedras gastas e húmidas de limos
(Como amantes pré-dispostas)
Se prolongue por montes e vales...
E que ao menos te possua,
Nesse ínfimo instante,
Ainda que dure apenas
Entre o abrir de olhos e acordar...
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