Quão diferentes somos!
Quão imensa é a distância!
Mas, quando o meu rio
No teu mar se amplexa,
Esvai-se a diferença convexa,
De possuir o côncavo vazio.
Torrente e tormenta
Quando se inventam,
É a desejo que se fundem.
E no clímax da tormentina,
Sal e doce se confundem
Em sidérea haloclina...
- Percebes agora a minha ânsia
De voltar a ser o que fomos?
Tay@06/10
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