quarta-feira, 30 de junho de 2010

Haloclina

Quão diferentes somos!
Quão imensa é a distância!

Mas, quando o meu rio
No teu mar se amplexa,
Esvai-se a diferença convexa,
De possuir o côncavo vazio.

Torrente e tormenta
Quando se inventam,
É a desejo que se fundem.
E no clímax da tormentina,
Sal e doce se confundem
Em sidérea haloclina...


- Percebes agora a minha ânsia
De voltar a ser o que fomos?

Tay@06/10

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