Hoje sou
Sou de espuma
Sou de vento,
De um qualquer elemento
Que num sopro
Se esfuma.
Sinto-me
Brisa matinal,
Aurora boreal,
Manto diáfano
Sobre um campo
De trigo ufano.
E se o calor
Me abraçar,
Serei ao fim da tarde
Meiga aragem
A agitar a folhagem
Num rumor sem alarde:
Sou de espuma
Sou de vento
Mas só quero ser
Na tua vida
Um secreto alento!
Tay@.06/10
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